quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Prendam os Polícias…eles agradecem !!


Segundo o CM apurou, pelas 05h10, do dia X, uma carrinha do Corpo de Intervenção – do dispositivo que está a reforçar o policiamento no Algarve durante o Verão - regressava do centro de Lagos para a escola onde os agentes pernoitam quando se depararam com um automóvel a contornar uma rotunda em sentido contrário.
Os agentes evitaram a colisão e de imediato deram ordem de paragem ao condutor.

O jovem, de 24 anos, acusou 1,51 g/l no teste de álcool, pelo que foi detido por condução perigosa e sob efeito de álcool. Na esquadra, o jovem, filho de um procurador do Ministério Público (MP) e de uma juíza, ambos colocados na Grande Lisboa, não requereu a contraprova e foi posto em liberdade, notificado para se apresentar no Tribunal de Lagos pelas 10h00. Já de manhã, os agentes foram até ao tribunal enquanto testemunhas - como diz a lei - mas logo às 10h00 foram dispensados pelo procurador do MP (?!). O arguido acabou por chegar já depois das 11h30 e foi presente a um juiz. Ficou por ouvir-se a versão dos agentes.

Os dois amigos do condutor que seguiam no carro têm a mesma idade. No lugar do pendura, ia o filho de Ferreira de Almeida, secretário de Estado do Ordenamento do Território quando Isaltino Morais era ministro do Ambiente.

O jovem terá mostrado "renitência em sair do veículo quando tal lhe foi solicitado, alegando que não eram criminosos perigosos e que a polícia não tinha legitimidade para tal", disse ao CM fonte da PSP. "Aparentemente alcoolizado", o filho de Ferreira de Almeida terá sido forçado a sair do
carro e, ao sair, "caiu ao chão e magoou-se num pé". Também, foi à esquadra de Lagos e fez queixa contra os agentes que o obrigaram a sair do veículo.

Fonte sindical disse ao CM que "é triste ver os agentes cumprirem o seu dever e depois serem acusados por aqueles que praticaram crimes". Segundo o CM apurou, os agentes visados - desconhece-se o número - pela acusação de abuso de autoridade vão agora ser alvo de um inquérito de averiguações interno e de um processo judicial complementar a este.

O pai do jovem detido pela PSP é procurador de um Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) recém-criado pela Procuradoria-Geral da República na Grande Lisboa.

Noticia do Jornal Correio da Manha

3 comentários:

Anónimo disse...

essa escomalha, quando vê contrariada a sua conduta anti-social,para o quais o lugar mais indicado para seria a aldeia dos macacos no jardim zoológico, sabe invocar os direitos que o direito de viverem em sociedade, esta lhe confere, mas esquecem-se, ou nunca aprenderam as obrigações-

André Silva - Jornalista e Especialista em Criminalidade e Segurança Pública - andreluizjornalista@hotmail.com disse...

Infelizmente esse apadrinhamento minas as instituições policiais sacrificando a prestação de serviços e reforçando que a polícia é de uns e não para todos. Aqui no Brasil a realidade também não é diferente nesse sentido e acredito que em país algum, cada um a seu nível. Uma polícia livre e atuante na medida da democracia, dos direitos humanos, do respeito às leis e valoriada institucionalmente e socialmente pode sustentar a legitimidade que cada cidadão concede a ela de atuar em nome de cada um deles. Aqui no Brasil há a necessidade de se reformar todo o sistema de segurança pública para que as polícias possam com efetividade cumprir seu papel constitucional e ser respeitada por agir dentro da legalidade seja contra quem for. Parabéns aos policiais que não se deixaram acorvadar pelas ameaças do tráfico de influência.

Anónimo disse...

O Brasil inflismente não serve de exemplo para nada nem ninguém, o mal está nas suas origens,um país onde polícias , ministros e duputados altos funcionários do Estado,se confundem com ladrões e traficantes,e já não se distingue quem é quem.Portugal segue as pisadas, e promete não se ficar para trás.