sexta-feira, 27 de maio de 2016

Negociadores da PSP já salvaram mais de 100 vidas

Usam a palavra como uma arma para levar suspeito a sair de forma pacífica sem causar mais danos.

A principal missão dos negociadores da Polícia é salvar a vida dos eventuais reféns, mas também do sequestrador ou do barricado e evitar que haja baixas nas fileiras da PSP. Só com a arma da palavra têm de conseguir demover o sequestrador sem causar mais danos. O processo pode demorar minutos, horas ou dias. Ao longo dos últimos anos, os negociadores da PSP conseguiram salvar mais de 100 vidas, algumas vezes arriscando a sua. São cerca de 50, em todo o país, os homens e mulheres que trabalham para a Polícia e são chamados sempre que há uma situação de barricados, com ou sem reféns, ou tentativas de suicídio com arma de fogo. Desde 2003, a chamada Equipa Central de Negociação da PSP esteve envolvida em 124 situações. Em 87,8 % dos casos, apenas com o poder da comunicação, sem disparar um único tiro, conseguiram resolver as situações, com o chamado opositor a entregar-se pacificamente.

In JN 27-05-2016

quarta-feira, 25 de maio de 2016

CARTA DE CONDUÇÃO POR PONTOS

Algumas respostas

1 - Como funciona o sistema da carta por pontos? 

A partir de 1 de Junho de 2016, todos os automobilistas vão estar abrangidos pelo novo regime e começam do zero, sendo-lhes atribuídos 12 pontos. Esses pontos vão diminuindo à medida que cometer infracções. 

2 - Quantos pontos perde por cada contra-ordenação? 

Contra-ordenação grave: 2 pontos
Contra-ordenação muito grave: 4 pontos
Contra-ordenações simultâneas: perde um máximo de 6 pontos;
A condução sob influência do álcool ou substâncias psicotrópicas é considerada Contra-ordenação grave: 3 pontos
Contra-ordenação muito grave: 5 pontos 

Tenho que mudar de carta de condução? 

Não, a sua carta de condução mantém-se a mesma. A entrada em vigor do novo regime da carta por pontos não implica uma actualização da sua carta. 

3 - Neste momento tenho contra-ordenações? Com quantos pontos ficarei? 

Quando o sistema de carta por pontos entrar em vigor, terá 12 pontos, tal como todos os condutores independentemente do seu cadastro, pois para o novo regime só contam as infracções cometidas a partir de 1 de Junho de 2016. 

Mas atenção: isso não significa que as contra-ordenações que cometeu sejam anuladas. Durante algum tempo irão coexistir os dois regimes, mas para o actual apenas vão contar as infracções cometidas até 31 de Maio de 2016. 

Todos os processos em curso anteriores a 1 de Junho vão ser punidos pela lei que está actualmente em vigor. 

Vejamos um exemplo: 
Um condutor tem duas contra-ordenações muito graves no cadastro e comete uma terceira. Se essa infracção ocorrer até final de Maio de 2016, esta pessoa ficará sem carta, mesmo que o processo seja decidido já na vigência do novo sistema. Se essa terceira infracção muito grave for cometida a 1 de Junho de 2016, as duas anteriores não vão ser consideradas no novo regime. Ou seja, dos 12 pontos que lhe são atribuídos automaticamente, perderá os correspondentes apenas à infracção que cometeu no novo sistema de pontos. 

4 - Em que situações terei de frequentar acções de formação? Ganho pontos com isso? 

Quem ficar com apenas 4 pontos no cadastro, terá de frequentar acções de formação e suportar os custos. Estas acções são também obrigatórias para quem chegue aos dois pontos ou perca a totalidade dos seus pontos. 
Note bem que o cumprimento destas obrigações não lhe confere quaisquer pontos. 

5 - Em que casos posso ficar sem carta de condução? 

Se ficar com zero pontos será impedido de conduzir durante 2 anos. Findo esse período, terá de realizar novo exame de condução e de frequentar acções de formação. 

6 - O que acontece quando perco pontos?

Quando lhe restarem só 4 pontos: o condutor será obrigado a frequentar acções de formação de segurança rodoviária. 
 Quando lhe restarem só 2 pontos: terá de repetir a prova teórica do exame de condução.
Ao cumprir essas obrigações não ganha pontos, mas evita ficar imediatamente sem carta. 

Zero pontos: fica sem carta e impedido de conduzir durante dois anos. Só o poderá fazer a seguir, depois de realizar novo exame de condução e de frequentar também acções de formação. 

7 - Posso recuperar pontos? 

Sim. Os condutores que não cometerem qualquer tipo de contra-ordenação durante 3 anos seguidos ganham 3 pontos. Existe, no entanto, um limite máximo de pontos que pode recuperar: 15 pontos. Já os condutores profissionais recuperam pontos logo ao fim de dois anos. 

8 - Como posso estar sempre informado sobre o meu cadastro? 

No âmbito das medidas de segurança rodoviária que estão a ser implementadas, e no qual se vai inserir a carta por pontos, já está online o Portal das Contraordenações Rodoviárias, onde o condutor, mediante registo, poderá ter acesso ao seu cadastro 

2016





quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O caso da misteriosa arma que ninguém sabia que existia

A PSP enviou uma carta à Câmara de Pombal a solicitar o paradeiro de uma arma que nem o executivo camarário nem os funcionários sabiam que existia.


O caso ocorreu há um mês. À Câmara de Pombal, chegou uma carta da PSP que solicitava o paradeiro de uma Astra de 6,3 milímetros, registada em 1954, que ninguém fazia sequer ideia da sua existência.

Com a obrigatoriedade de responder às autoridades, autarca e funcionários viram-se obrigados a revistar a casa de alto a baixo à procura de uma arma cuja existência era garantida. Foi então que um dos funcionários se lembrou de um local provável: o cofre. E era no cofre que estava, juntamente com o respetivo livrete.

Todos foram apanhados desprevenidos quando confirmaram que a Astra estava realmente lá. A Polícia aconselhou a Câmara a vender a arma a alguém habilitado para a ter na sua posse ou entregá-la ao Estado. Foi isso que ficou decidido – a arma acabou nas mãos da esquadra local da PSP, tendo sido posteriormente destruída.

E de onde vem a arma? Só o presidente da Câmara, entretanto falecido, sabia qual a sua origem.

Fonte: jornal i / Rosa Ramos


sábado, 17 de janeiro de 2015

Arma - Feixe microondas

Shotguns, balas de borracha, bastão, granadas de gás, de fumo, capacetes... Coisas do passado. 
Uma boa arma (que dispara feixe de microondas) para lidar com certos indivíduos de certas... ditas "claques".  

https://m.youtube.com/watch?v=A2V8BoJAB38

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ilustres da Ignorancia

Ilustres da Ignorancia

Num programa televisivo, o bastonário da Ordem dos Advogados insurgiu-se contra os polícias, chamando- os de assassinos. Reagia assim, com o toque do ridículo que lhe é conhecido, à morte de um cidadão, que muito lamentamos, que terá sido atingido pelo retrovisor do carro-patrulha.

Opinião semelhante foi a de um jornalista deste jornal que insultou de forma inqualificável os dois polícias, porque tiveram a infelicidade de estar a cumprir o seu dever à hora e local errado. Não se preocuparam em perceber se o atropelamento foi da responsabilidade do condutor ou se, qualquer que fosse o condutor, o desfecho seria o mesmo. Não. É mais popular culpar polícias, nem que para isso se desça ao nível mais baixo da hipocrisia. 

Saberão a quantidade de cidadãos que já foram ajudados pelo trabalho destes polícias ou quantos criminosos já detiveram, sempre com a vida em risco? Para estes ilustres isso não interessa porque o objetivo é outro, o de destruir. São estes ilustres que, com a capa de moralistas, têm destruído a credibilidade das instituições. A estes recomendamos, para o bem de todos, que tenham juízo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Elogio - Aos serviços prestados pelos polícias, que não foram noticia

Revista Tabu - Jornal SOL (21-12-2012)
O Agente Principal, Paulo Ribeiro, da PSP do Porto (actualmente em funções na PM), com a sua determinação e espírito de missão é um exemplo daquilo que milhares de polícias fazem todos os dias, mas que, por não serem noticia são completamente ignorados. Esta situação demonstra bem o quanto esta profissão é exigente e o quanto desvalorizado está o risco de vida, em prol dos que servimos, a que os polícias estão sujeitos. Este é só um exemplo dos vários que poderia aqui realçar. Ao colega Paulo Ribeiro e a todos aqueles que como ele orgulham todos os polícias e a PSP, as minhas felicitações.

"Em Março, um veículo pesado desgovernado, no centro do Porto, seguia a toda a velocidade colocando em risco a vida de vários transeuntes. Paulo, com determinação e sem olhar ao risco da sua própria vida, conseguiu alcançar o camião e, num ápice, saltou para dentro da cabina do condutor e conseguiu imobilizar o veículo. Esta é uma situação entre centenas que poderia relatar de actos relevantes que os polícias realizam, todos os anos, no decorrer do seu trabalho."

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Corpo de Intervenção da PSP


Reportagem Jornal SOL 
(Revista Tabu)
29-01-2012

CORPO DE INTERVENÇÃO DA PSP

"À prova de BALA,PEDRA E FOGO"



terça-feira, 20 de novembro de 2012

MISSÃO INGRATA

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/paulo-rodrigues/missao-ingrata

"Os que criticam o tempo que a polícia demorou a actuar são os mesmos que criticariam se tivesse actuado de imediato. Importa referir que os polícias estiveram mais de uma hora a levar pedradas e tudo o resto que é visível nas imagens... A situação ideal seria não haver necessidade de uma intervenção policial, mas, num contexto como o verificado, a existir uma, tem sempre consequências difíceis de prever. Não podemos esquecer que quase metade dos feridos são polícias, o que ajuda a ilustrar a violência que estes enfrentaram...""

sábado, 2 de junho de 2012

Justiça e transparência

A ASPP/PSP confrontou-se com uma comunicação que, em jeito de resposta, o MAI fez a uma organização internacional sobre o investimento na PSP e na situação socioprofissional, do efectivo com funções policiais.
Nessa resposta, o MAI refere, a título de exemplo de investimento nas remunerações dos Profissionais da PSP, com funções policiais, alguns valores, como, por exemplo 164.231,65 € de prémios de desempenho.
Como é óbvio, o MAI terá de dizer a quem é que foram atribuídos, já que desconhecemos que os profissionais, que tiveram notas máximas nas avaliações e que até contribuíram para o sucesso dos resultados, não os receberam.
Mas este não é o único exemplo, já que nessa resposta diz o MAI que pagou 2.283,34 € em trabalho extraordinário e 10.676,76 € em dias de descanso ou feriado. Não queremos com isto pôr em causa a informação que o Governo deu a essa organização, mas exigimos saber a quem foi atribuída toda esta verba e em que órgão de comunicação interna foram publicadas as referidas atribuições.
Justiça e transparência não podem ficar-se pelas palavras, devem caracterizar-se por actos, algo que, manifestamente, neste caso não foi feito.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/justica-e-transparencia

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Verdadeiro Infractor


O MAI pronuciou--se sobreeventuais alterações nas leis orgânicas da PSP e GNR e de um possívelinvestimento para 2013, com o intuito de solucionar problemas com os estatutosremuneratórios. Em relação às leis orgânicas, o que se espera do MAI é simplesmentea optimização das Polícias, por uma lado, e, por outro, a sua coordenação. 

Espero que osresponsáveis do MAI não caiam no erro de destruir as fronteiras geográficas eaté de competências existentes entre as forças, nomeadamente no que dizrespeito ao trânsito, criadas no anterior diploma justamente para reduzir aconflitualidade existente na época.

Em relação aoEstatuto da PSP, existem ainda ilegalidades por suprir e foram elas queobrigaram ao congelamento na PSP da progressão da carreira um ano a mais do quenos outros sectores, foram elas que destruíram o valor da experiência eantiguidade e que congelaram concursos comprometendo o funcionamento da PSP.

Como polícias, nãopodemos aceitar que um Governo, à semelhança de qualquer infractor, aponte paraum futuro eventual o cumprimento da Lei, com as consequências que daí poderãoadvir.

Crónica semanal - Jornal Correio da Manhã - 5-5-2012 - Verdadeiro Infractor

'Os polícias não são autómatos'

  
 
Entrevista Jornal SOL
por Sónia Graça
21 de Abril, 2012

"...Temos consciência dos nossos deveres mas nunca deixaremos de lutar pelos nossos direitos."

Ver link:

O trabalho na PSP

                                                      

A ASPP/PSP participou nas comemorações do 25 de Abril e participará também nas comemorações do Dia do Trabalhador.

Os polícias não são alheios à importância destas duas datas e à marca que deixaram na história e na vida dos portugueses. 
Hoje, temos mais do que razões para darmos relevo à comemoração do Dia do Trabalhador, até porque, em matéria de direitos laborais, a PSP não é exemplo. 
A forma como tem sido implementado o horário de trabalho é exemplo disso mesmo, nomeadamente com a imposição aos polícias do pagamento em tempo de umas pretensas horas semanais de trabalho que, supostamente, não fizeram entre Julho de 2011 e 31 de Dezembro de 2011. Ou seja, das duas uma, ou os polícias faltaram ao serviço para o qual estavam escalados, e nesse caso deverão ser responsabilizados pela falta, ou a administração não os escalou.
 Ora sendo esta a razão, não pode vir agora a hierarquia exigir algo por que é a única responsável ao não ter criado um horário mensal completo onde exista o escrupuloso respeito no que toca aos deveres mas também aos direitos, de acordo com a Lei. 

Artigo de opinião no jornal Correio da manhã (28-04-2012) ver link

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Critica sim, mas não em coro e à colherada...


Um colega, hoje, criou um questionário no facebook com a pergunta: Está satisfeito com os trabalhos desenvolvidos pelos Sindicatos da Polícia de Segurança Pública?

A primeira reacção a este assunto é de agrado, nem que seja unicamente para deixarmos marcada a nossa revolta, contra o País e o Mundo. Tudo está mal!
No actual contexto em que vivemos e com as poucas armas sindicais ao dispor, até eu, que até poderia ser considerado tendencioso, sei desde já qual vai ser o resultado. NADA SATISFEITO e esta porque não é disponibilizada uma resposta ainda mais negativa. Claro que num questionário com objectivos qualitativos a pergunta seguinte seria “explique”. Mas essa parte já pouco interesse tem.

O País do Fado e das amarguras...

Nós todos, Portugueses, há pouco mais de 30 anos deixamos uma época de miséria, mas de solidariedade e de compreensão, para passarmos a julgar, sempre pela negativa, aqueles que estão, sempre, ao nosso lado.

A inteligência vê-se no conteúdo da critica e não na critica da onda.

Uns porque criticar de forma atabalhoada é estar na onda, outros porque fica sempre melhor dizer mal do que bem e conquista automaticam

ente adeptos, como se o estatuto do dizer mal fosse superior ao da critica com conhecimento, com conteúdo ou com principio de construir. Mas ainda existem aqueles que por inveja, sabe-se lá do quê, sem conhecimento nenhum conseguem desenfreadamente tecer as criticas mais estapafúrdias que se poderiam imaginar numa polícia com um nível de formação já acima da média.

A melhor critica é fazer melhor que os outros


Na verdade habituámo-nos a olhar sempre para o que os outros fazem e esquecemo-nos de quantificar o tempo que perdemos a avaliá-los.

Desconfiados de tudo e todos...esperem lá... menos do Clube de futebol do coração.

No que diz respeito ao optimismo os Portugueses ainda estão longe de sair do armário. Alguém acredita na Justiça? Nos Políticos? Nos Médicos (nestes só mesmo por necessidade e durante o tratamento)? Nas empresas e empresários? Nos professores? Nos Advogados? Não, mas pior ainda é que os avaliamos todos pelo pior prisma, mesmo aqueles que se destacam pela positiva. Mas será que não acreditamos mesmo em nada? Não, acreditamos no Mourinho, no Ronaldo e no futebol em geral, que apesar de não ganharmos, individualmente, nada com o seus sucessos, ainda os promovemos mesmo nos seus desaires. A prova está neste colega que colocou a questão, apesar de ser adepto do Sporting, equipa pouco dada a conquistas nestes últimos anos, não desarma, continua a creditar e a lutar com unhas e dentes contra os gloriosos dos infortúnios.

É esta postura que teremos de rever, para o bem da Polícia e dos polícias.
Alguém um dia disse: “Já que não fazem, pelo menos não atrapalhem”.

O Governo não precisa de destruir os sindicatos... nós polícias fazemos isso por eles.

A questão é mesmo essa… Já se questionaram a quem é que o descrédito dos sindicatos aproveita? Já pensaram que quanto mais os polícias fizerem para destruir os sindicatos e a sua credibilidade, menos capacidade e menos peso tem para poder resolver as aspirações ou reivindicações? Os responsáveis pelo actual estado da PSP, como é óbvio agradecem.

"Compre a rifa, ganha sempre"... Um jogo com o resultado definido.

Coloca-se uma questão quando, com a resposta, pretendemos atingir um objectivo, que seja para ajudar a encontrar soluções e não para pintar o que já está em tela.

Apontar o dedo e virar as costas...a solução?

A questão que no meu entender deveria ser colocada e essa poderia ajudar os sindicatos e os sindicalistas a obter respostas: Estamos, nós polícias, disponíveis a colaborar para a melhoria da qualidade do trabalho sindical, contribuindo com participação, propostas e projectos ?

O resultado a esta questão sim, poderia ajudar de facto a perceber o actual contexto interno e a contribuir para a melhoria da acção sindical?

Pensem no sindicato...como um clube de futebol do qual podem tirar dividendos.

Como Polícia e membro de um Sindicato só posso pedir que disponibilizem, a acção, a participação, o empenho e a dedicação que normalmente disponibilizam para o club de futebol que apoiam.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ministros do Governo PSD/CDS - 17 Junho de 2011

LISTA DE MINISTROS


Ministro dos Negócios Estrangeiros - Paulo Portas

Ministro da Administração Interna - Miguel Macedo

Ministro da Justiça - Paula Teixeira da Cruz

Ministro da Defesa - José Pedro Aguiar Branco

Ministro das Finanças - Vítor Gaspar

Ministro da Economia - Álvaro Santos Pereira

Ministro da Saúde - Paulo de Macedo

Ministro da Agricultura e Ambiente - Assunção Cristas

Ministro dos Assuntos Sociais - Pedro Mota Soares

Ministro da Educação - Nuno Crato

Ministro dos Assuntos Parlamentares - Miguel Relvas


Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros - Luís Marques Guedes


Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro - Carlos Moedas


Secretário de Estado da Cultura - Francisco José Viega




Primeiro Ministro - Pedro Passos Coelho

quarta-feira, 16 de março de 2011




Concentração Nacional
Frente à residência Primeiro Ministro

Intervenção


Colegas,

Quero, em primeiro lugar, agradecer a solidariedade demonstrada nesta luta por diversas organizações sindicais e associativas das Forças e Serviços de Segurança, mas também das organizações sindicais dos vários sectores de actividade, público e privado. A todos eles, a ASPP/PSP em particular e os Polícias em geral, agradecem essa manifestação de apoio e compreensão da nossa indignação e da nossa luta contra uma política que prejudica os Polícias, e origina maus resultados para a segurança de todos os cidadãos.

Nos últimos anos, os Profissionais da Polícia sofreram os piores ataques e atropelos aos seus direitos. Criaram-se injustiças, aplicaram-se políticas e decisões incoerentes, legislação com objectivos meramente economicistas, desvalorizando o empenho e sacrifício dos Polícias para garantir um serviço de qualidade aos cidadãos.

A Instituição PSP está actualmente a passar por um dos piores períodos da sua história. Não se pense que, com esta constatação, pretendemos ser alarmistas. Estamos simplesmente a alertar que, caso as políticas não se alterem, o futuro da Instituição poderá estar em causa e com isso a segurança de todos os Portugueses.

Em 2009, contra a vontade dos Polícias, o Governo aprovou um Estatuto Profissional penalizador para a esmagadora maioria dos Profissionais, com incidência para as categorias da base da estrutura hierárquica da PSP. Um diploma redutor de direitos e vazio de garantias para a carreira dos Profissionais da Polícia.

Um estatuto que entrou em vigor em Janeiro de 2010 e o mesmo Governo que o aprovou, não o cumpre, caindo não só numa ilegalidade, mas sobretudo numa evidente irresponsabilidade para com a PSP e os seus Profissionais, que representam, ainda, um dos pilares da Democracia em Portugal: a Segurança Pública.

Como podemos aceitar que actualmente exista um pequeno número de Polícias devidamente colocados na tabela remuneratória em vigor na PSP, e a grande maioria numa tabela já revogada, criando constrangimentos que nada têm favorecido a estabilidade interna na PSP? Como podemos aceitar que se tenha perdido uma oportunidade para criar um diploma que viesse ao encontro das necessidades dos Profissionais e da Polícia? Como podemos concordar com o tratamento que o MAI deu à proposta que a ASPP/PSP apresentou sobre o Estatuto Profissional, ignorando-a simplesmente.

Mas se o Governo optou, num primeiro momento, por um diálogo de fachada, optou depois por enganar os Polícias, mais precisamente com os argumentos que apresentou para não cumprir a Lei que o próprio aprovou.

Apesar de a ASPP/PSP reconhecer as dificuldades económicas e financeiras que o País atravessa, não pode aceitar que o MAI se esconda atrás deste argumento para não colocar os Profissionais na nova tabela remuneratória, quando se sabe que ao aprovar uma Lei é calculado o impacto financeiro que a mesma vai trazer. Tiram-se daqui duas ilações, ou houve incompetência por parte da tutela ou o MAI continua a tentar enganar vergonhosamente os Polícias.

Mas o argumento da falta de verbas tem, infelizmente, servido para justificar todas as ilegalidades e atropelos cometidos. Tem servido para não pagar o fundo de fardamento que os Polícias tinham na sua conta pessoal, ou mesmo para não pagar o próprio subsídio de fardamento, como aconteceu no mês de Fevereiro, ou para não canalizar atempadamente o valor dos serviços remunerados para os seus credores. Mas, em contrapartida, o MAI protelou intencionalmente até ao final de 2010 as promoções, obrigando ao accionamento de um mecanismo de despesa avultada, estou a falar concretamente do mecanismo das graduações, para essa medida já havia orçamento.

O argumento para o não reposicionamento de todo o efectivo na tabela remuneratória em vigor, ou a progressão dos Profissionais que já reúnem os requisitos para mudança de posição remuneratória, continua a ser a falta de verbas. No entanto, continuamos a assistir por parte do MAI a manutenção, sem restrições, dos privilégios e das mordomias em proveito de alguns e que nada trazem de benéfico à Instituição, para esta medida também já há verba.

Tem sido esta incoerência que a ASPP/PSP tem procurado esclarecer, mas sem resultados, têm sido estas as incongruências que têm deixado num ambiente de revolta a esmagadora maioria dos Polícias. Para determinadas situações há verbas, para outras, nomeadamente no que diz respeito à garantia dos direitos, já não existe verba suficiente. Afinal, há ou não dinheiro?

Se esta política do MAI pretendia originar divisões na Instituição, nomeadamente entre categorias, conseguiu-o na sua plenitude. Mas está, por outro lado, a criar um clima preocupante que poderá vir a não ter retrocesso. E não venham no final culpar os Polícias, não venham responsabilizá-los pelas acções de luta que possam vir a desenvolver, já que o exemplo, no que diz respeito à atitude do MAI, não é de responsabilidade mas de uma evidente desconsideração e menosprezo.

Exigimos por isso e simplesmente que o Governo cumpra a Lei que impôs.

Exigimos ainda que o Sr. Primeiro Ministro substitua o Ministro da Administração Interna, pela incapacidade que este já demonstrou na resolução dos problemas dos Polícias e da PSP. Uma incapacidade que levou o Ministério das Finanças a ignorar as decisões e compromissos do MAI, levando os polícias a questionarem quem afinal tutela a PSP, o Ministério da Administração Interna ou o das Finanças?

Já se percebeu que a confusão é total, mas não devem os Polícias e a Segurança Pública pagar essa factura e por isso solicitamos ao futuro Director Nacional da PSP, que toma posse no dia 25 de Março, que a sua primeira exigência ao MAI seja a do reposicionamento de todo o efectivo da PSP na nova tabela remuneratória, exigindo simplesmente que a Lei seja cumprida para com uma Instituição que tem a responsabilidade da fiscalização do cumprimento da Lei por parte dos cidadãos. Pedimos também ao futuro Director Nacional da PSP que tenha uma atitude e espírito de missão para com a corporação mas defendendo também a condição dos Profissionais que irá liderar, sejam eles Oficiais, Chefes ou Agentes.

Esta luta não vai parar por aqui, disso podem os responsáveis estar cientes. A ASPP/PSP está preparada para desenvolver todas as acções que se entendam adequadas até que sejam solucionados os problemas que este Estatuto Profissional criou.

Queremos garantias, exigimos uma resolução célere destas questões, ou nos próximos meses as acções de protesto passarão a fazer parte do quotidiano desta Instituição.

Lisboa, 15 de Março de 2011

Paulo Rodrigues

sábado, 5 de fevereiro de 2011

SAD/PSP



Fazem parte do mapa de pessoal com funções não policiais da PSP 45 médicos... Até quando? Nas Regiões autónomas, os polícias, estão sujeitos a uma prestação miserabilista, sem médicos da grande parte das especialidades, sem condições de acesso à prestação dos serviços e sem a boa vontade do MAI para encontrar soluções. Até porque estes profissionais, da Ilhas, vêem-se obrigados sempre que necessitam, a viajar para o Continente para poderem ser tratados. Mas se formos a Viseu, Bragança ou outros CMDS do interior o problema é análogo. Os médicos vão rescindindo os contractos, por atrasos nos vencimentos, ou falta de condições de trabalho, como aconteceu com o único cardiologista que a PSP tinha ao serviço no Porto. Ou com os estomatologistas que tem de comprar o material básico para garantir qualidade mínima na prestação do serviço. Mas o que também nos constrange é o facto de sabermos que os CMDS não podem fazer protocolos com empresas desta área por falta de publicação de um Despacho do MAI... Despacho que a ASPP/PSP tem reivindicado, através de ofícios ou durante as reuniões junto do Ministério e desde inícios de 2010. Nesta matéria, o Governo não pode alegar a falta de verba, até porque a inexistência dos protocolos cria situações que obrigam a uma maior despesa e maiores prejuízos para os polícias, nomeadamente com as deslocações, seja dos CMDS do Continente ou das Regiões autónomas. Mais uma vez percebemos que a questão da falta de verba é um bom argumento para quem não quer resolver os problemas...

Saúde, ou falta dela?





Em 2005, o Governo fez alterações ao Serviço de Assistência da Doença na PSP, SAD/PSP.
etirou os cônjuges do sistema, reduziu as comparticipações do Estado e aumentou a contribuição dos polícias. O argumento do MAI foi claro: reduzir as despesas com o serviço.
O MAI não se preocupou em responsabilizar aqueles que não souberam gerir o serviço, resultando em aumento da despesa, mas aproveitou para reduzir o direito a todo o efectivo. Mesmo assim, o MAI assumiu que a qualidade na prestação destes serviços iria melhorar e consolidaria a saúde financeira do SAD/PSP. Os polícias já se habituaram às boas intenções do Governo, que raramente se reflectem na prática e mais uma vez o compromisso resultou no seu contrário.
Os polícias têm neste momento um serviço de pior qualidade, menos vantajoso e em piores condições. É lamentável que os médicos que trabalham para a PSP estejam meses à espera de receberem o seu vencimento, ou que sejam os mesmos a comprar material para poder dar consultas com o mínimo de dignidade. Esta situação já levou à rescisão de contratos com a PSP por parte dos médicos. Mas se esta situação é preocupante, pior é o facto de sabermos que a verba destinada para estes serviços para 2011 não é suficiente para saldar a dívida de 2010.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/saude-ou-falta-dela

sábado, 29 de janeiro de 2011

O MAI despertou



Os polícias viveram no último ano a pior fase da sua carreira. Desde atropelos aos direitos ou compensações que existiam há décadas, às injustiças ou ilegalidades, houve de tudo um pouco.


Em Outubro e Novembro de 2010, a ASPP/PSP solicitou várias reuniões ao MAI, requereu esclarecimentos ou informações diversas tendo em conta os constrangimentos com a aplicação fragmentada do novo Estatuto da PSP, mas o MAI desvalorizou tudo e todos, numa clara demonstração de desprezo pelo resultado das suas decisões políticas. Foi neste contexto que a ASPP/PSP pediu ao primeiro--ministro a demissão do responsável do MAI, ao que se seguiu o agendamento de concentrações pelos vários distritos do País.

Mas, surpreendentemente, ontem, o MAI agendou uma reunião para dia 9 de Fevereiro, em resposta a pedidos com mais de 3 meses, talvez numa intenção de tentar convencer que, afinal, o MAI sempre esteve do lado dos polícias e da PSP. Mas esquece-se de que mais do que palavras, os polícias precisam de atos concretos que lhes resolvam os seus problemas, que seja reposta a legalidade na PSP. O tempo das reuniões já lá vai. E, enquanto o Governo não resolver essas questões, os polícias continuarão a lutar e continuarão a dizer que o ministro da Administração Interna não lhes merece confiança

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

MAU ESTADO DE VIATURA POLICIAL RESULTA EM ACIDENTE

07 de Janeiro de 2011

A Associação Sindical dos Profissionais da PSP – ASPP/PSP – tem, nos últimos anos, alertado o MAI, a IGAI e a Direcção Nacional da PSP para o reduzido investimento nos meios e condições de trabalho dos Profissionais da PSP.

Estes alertas têm por objectivo não só dar uma resposta mais eficaz e de mais qualidade às necessidades dos cidadãos em matéria de segurança por parte da PSP, como proteger a vida e a integridade física dos Profissionais. A desvalorização por parte deste governo relativamente a estas matérias leva-nos a questionar como podem os Profissionais da Polícia zelar pela segurança dos cidadãos quando as entidades responsáveis menosprezam a segurança dos Polícias.

Durante a manhã de hoje, 07 de Janeiro, na Avenida da República, em Vila Nova de Gaia, uma Equipa de Intervenção Rápida da Divisão da PSP de Gaia sofreu um acidente que culminou com cinco feridos, um dos quais com gravidade. A causa do acidente foi uma falha no sistema de travagem de uma viatura com mais de 14 anos e com milhares de quilómetros.

A viatura em questão já tinha sido alvo de várias informações por parte dos Profissionais daquela Divisão de Polícia, onde eram referidas as más condições e anomalias que poderiam colocar em causa a segurança dos ocupantes mas, infelizmente, não tiveram qualquer resultado. Esta é uma irresponsabilidade que também deve ser imputada aos dirigentes da PSP, que muitas vezes tentam esconder as péssimas condições em que os seus subordinados prestam serviço.

É por estas razões que a ASPP/PSP considera inaceitável que, existindo cinco milhões de euros para equipar a PSP, segundo foi revelado por altura da Cimeira da NATO, onde estava previsto, entre outro material, adquirir mais de 40 viaturas tácticas de ordem pública, que seriam destinadas também às Equipas de Intervenção Rápida, que o MAI tenha sido incapaz de fazer uma gestão adequada do processo, resultando na sua anulação.

Estas situações revelam bem o estado a que o governo deixou chegar a Polícia de Segurança Pública, devido a uma política economicista que se revela errada, irresponsável e, conforme a ASPP/PSP denunciou várias vezes, coloca em causa a segurança pública e dos próprios Polícias.