terça-feira, 4 de novembro de 2008

“O silêncio dos inocentes“


Criminosos e corruptos, foi assim que um elemento da PSP em Agosto passado tratava todo o efectivo da PSP perante a câmara de televisão SIC, no jornal da noite.
“Os Polícias são todos uns corruptos e criminosos e eu por não ser, tenho sido perseguido. Eu sou sincero demais para ser Polícia”, foram estas algumas das palavras do profissional da PSP.
Este profissional tratava assim todos os Polícias, com o objectivo de por em causa (segundo consta) a dignidade de outro elemento da Instituição, com quem supostamente terá um diferendo.

Nunca tive o prazer de conhecer este profissional, mas basta de facto ver o seu curriculum profissional e ouvir os relatos dos que sempre o aconpanharam para depreender a quanta influência teve durante anos no Comando Metropolitano do Porto.

Estas declarações, merecidas da critica mais pura, revestidas de irresponsabilidade e até de falta de bom sensso, não só por colocar em causa a dignidade da PSP e de todos os profissionais, não é concerteza tão criticável como o silêncio da Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública.

Apesar de no dia seguinte ter sido realizada uma reunião de Comandos na própria Direcção Nacional da PSP, nada, nem um suspiro. Desatenção, desvalorização ou simplesmente medo?
Não foi por nada que alguns acontecimentos, do forum criminal, na noite do Porto, embaraçaram alguns ( poucos) elementos da PSP, talvez também aqui fosse a desatenção, a desvalorização ou simplesmente o medo…

Como é que a Direcção Nacional da PSP vai reagir se eventualmente o outro elemento da PSP, indignado, tentar lavar a sua imagem, manchada, e vier para as camaras de televisão dizer provávelmente o mesmo e contar também ele as suas histórias.

É precisamente nestas alturas que a responsabilidade de uma Instituição deve vingar perante o sentimento do “ laisser fair, laisser passer” existente.

Mas, aguardemos serenamente os próximos episódios.

3 comentários:

Rui Silva disse...

A situação descrita, seria engraçada caso não revistisse a gravidade que parece estar a ser escamoteada. Uma gravidade que tem dois sentidos, para mim muito claros. Desde logo, uma situação que parece que se vai repetir, que consiste no nível de exigência colocado na selecção, a outra situação, tão grave quanto esta, apesar de num plano diferente, que é a (des)responsabilização dos srs. oficiais. Vamos aprendendo a conviver com esta falta de qualidade dos recursos humanos, transversal a toda a hierarquia (e não estou a fugir às criticas que me possam ser dirigidas), com uma classe dirigente que segue as "melhores" práticas deste país, que mais parecem servir um conjunto de interesses, do que os interesses em conjunto que a sociedade honesta e séria tem. Parece-me que não são com pequenas reformas que a polícia irá evoluir no sentido de se tornar uma referência, mas somente com uma reforma das reformas que têm sido executadas tal seja possível e passará, na minha opinião, por criar uma polícia nova. Desejo que o sindicato mais representativo se liberte das amarras do pós 25 de abril e que traga uma nova visão à razão do sindicato, em que as suas estratégias assentem numa finalidade e num objectivo a alcançar, que passa igualmente por denunciar e repudiar situações como a agora descrita. Com os meus cumprimentos,

Vitor disse...

Uma mentira dita muitas vezes, torna-se verdade à imagem das pessoas

Anónimo disse...

Como è possível que a Policia de Segurança Publica,consiga ter nas suas fileiras, Agentes com este prefil.Pois não é com desconhecimento, todos os seus superiores, que com ele lidam sabem a forma de vida que esse senhor leva. UMA VERGONHA.