domingo, 9 de novembro de 2008

Profissional de Polícia nomeado Secretário-geral Adjunto do SSI

Poucos perceberam ainda como o Sistema de Segurança Interna - SSI vai funcionar, muito menos qual vai ser a postura do Secretário-Geral, como vai ser definida a coordenação, em que patamares de actuação as diversas Forças ou Serviços de Segurança vão intervir, mas sabemos que é uma forma perfeita de tornear a criação de uma suposta Polícia Nacional, não acontecendo pela falta de coragem demonstrada pelo Governo em 2006.

Apesar de não ser a favor, pelas diversas razões, de ordem ideológica ou mesmo de princípio, da criação de uma polícia única, como alguns defendem, concordaria no entanto com um modelo muito perto daqueles que têm dominado na Europa.

Mas, se as dúvidas sobre este SSI permanecem, pelo menos sabemos que a PSP está bem representada com o Intendente Paulo Lucas, que de facto tem demonstrado ser um excelente profissional nas diversas áreas. O equilíbrio que sempre soube manter entre as questões soció-profissionais e o cumprimento da missão da PSP, coadjuvado com a sua personalidade, fez dele um Comandante aos olhos dos seus subordinados.

Parabéns aos 3 homens que estiveram na base da sua selecção.
No entanto, preparem-se, começamos uma nova era no paradigma da Segurança Interna, na qual a capacidade de controlar os conflitos entre Polícias vai determinar o futuro das Instituições…

Falta agora saber qual a oferta que o Ministro da Administração Interna reservou para as outras Instituições da mesma natureza? Sim, não tenham, dúvidas, o Natal vem aí…
Apesar de as minhas expectativas serem muitas e grandes em relação ao futuro da PSP, sei que a próxima década nos reserva grandes mudanças. Falta saber se para melhor ou para pior.
Nós por cá, aguardamos com grande expectativa.

Ver noticia no site do MAI: http://www.mai.gov.pt/actualidades_d.asp?id=670

4 comentários:

Cabo Antunes disse...

Depois da partida que o actual comandante da UEP lhe deu e que foi uma autentica rasteira, fica a certeza que uma pessoa competente esta numa das altas posições e, finalmente, que se pode pensar que a psp se torne uma instituição de sucesso.

ips disse...

Por vezes meu caro colega certas palavras de certas pessoas leva-as o vento, é triste que assim seja, mas quando existe elemento de outra instituição que não força ou serviço de segurança também são todos culpados?

PPACORES disse...

Caro companheiro e amigo:
desde já os meus parabéns por teres criado este espaço de importante exposição das tuas ideias e dos problemas actuais da nossa Instituição Policial; acho que esta é também uma forma de contribuir de dar a conhecer os problemas que existem e de pôr as pessoas a pensarem nesses mesmos problemas;
Por outro lado, nesta altura é me dificil fazer um comentário a todas as questões aqui levantadas (na minha opinião todas muito importantes e actuais), sendo que por isso mesmo, apenas vou comentar a última;
Estou na Polícia há aproximadamente vinte anos a esta data, e durante todos estes anos já me habituei a ver pessoas, com capacidades profissionais e humanas acima da média, a partirem para outras Instituições,ou porque os outros perceberam rapidamente que aquelas pessoas estavam sub-aproveitadas na PSP, ou porque a própria PSP não lhes deu (na altura) a devida importância e reconhecimento pelo trabalho que estavam a desenvolver, ou ainda porque essas mesmas pessoas simplesmente se fartaram da Polícia;
Por isso, meu amigo e companheiro de profissão, nada me surprende que este Subintendente tenha também sido nomeado para outras funções fora da Polícia;
O que apenas desejo, ou melhor, acho que desejamos todos, é que ele possa contribuir, nas suas novas funções, para acreditar ainda mais o trabalho que desenvolvemos todos os dias em prol da sociedade e que felismente, ainda existem muitos cidadãos que o reconhecem;
Bom Trabalho e continua a defender os direitos e deveres de todos os Polícias, porque eu acho que estamos no BOM CAMINHO;

Anónimo disse...

Não me digas que já estas a ficar como ele,mas creio que a culpa não foi só do mesmo, naquela instituição mais que outra congénere, é fazedora de esquizófrénicos, posso confirmar o que afirmo com familiares urge rever o relacionamento com a heirarquia a criar um horário, sob pena de uma instituição cujo utilidade pública é inquestionável se tornar não manicómio.