domingo, 21 de fevereiro de 2010

Os alvos



Na passada semana, nos Açores, mais um polícia foi agredido violentamente, no seguimento de uma ocorrência policial. Nos últimos anos, as agressões violentas a Polícias aumentaram consideravelmente. Apesar desta evidência, as entidades competentes pouco fizeram para minimizar todos estes resultados.


Há alguns anos, as agressões a Polícias assumiram na Lei a natureza de crime público. Se acreditámos nessa altura que o paradigma ia ser alterado e os agressores deixariam de sentir a impunidade quando praticavam tal acto contra representantes do Estado no âmbito da Segurança Pública, estávamos enganados. Na prática, a Lei alterou, mas as sentenças, essas, não lhes fazem jus.
A título de exemplo, no Tribunal de Loures, se o Polícia agredido não manifestar o desejo de procedimento criminal, o processo é arquivado, desvirtuando o plasmado na Lei.
São estas incongruências que tornam mais difícil a vida profissional daqueles que efectuam serviço de patrulhamento na PSP e que, além das exigências permanentes, ainda são os que estão mais expostos ao risco, facto que o Governo optou por não reconhecer aquando da aprovação do novo Estatuto Profissional.


13-02-2010

3 comentários:

Anónimo disse...

Apesar das agressões a agentes da autoridade serem considerados crimes públicos, o certo é que em Portugal a justiça não funciona de uma forma igual e uniforme. Parece que funciona por "quintas" e cada comarca cumpre a lei conforme lhe apetece. Se a lei fosse cumprida se as agressões a agentes da autoridade fossem julgadas de uma forma rápida/sumaria exemplar certamente este tipo de crime diminuiria. No entanto devemos salientar e repudiar a forma como os polícias andam desprotegidos pela própria instituição. Não é prudente/inteligente os polícias andarem sozinhos ou em grupos de dois, sobretudo os dos carros patrulha que se deslocam às ocorrências. No mínimo deveriam andar 3 elementos para dessa forma poderem ter uma atitude firme e eficaz. Não são 2 “polícias pingados” que podem cessar determinados conflitos. Por vezes andam 2 elementos policiais mas um tem de ficar a guardar o carro senão ainda o danificam enquanto o outro elemento vai tratar da ocorrência. Por isso os responsáveis policiais (comandante e chefes) deviam ter a inteligência suficiente para esquecerem o preconceito de que os policias não devem andar juntos, segundo eles parece mal mas nem sabem dizer porquê. É tempo destes responsáveis interiorizarem que tem de adaptar o policiamento á realidade actual. Se forem 3 ou 4 polícias logo de inicio à maioria das ocorrências o sucesso da intervenção policial é bem maior, já que a presença destes neste número é inibidora para os possíveis agressores e a atitude dos polícias é mais confiante e segura. Por isso caros polícias este aumento do número de agressões a agentes da autoridade é consequência da nossa justiça que transmite um sentimento de impunidade mas também das forças de segurança GNR/PSP que transmitem fragilidade e pouca determinação para proteger os elementos e fazer cumprir a lei.

Lima disse...

A justiça funciona segundo ilustres e insuspeitos comentadores e Arrobas e Nabais,da praça que caucionam o metodo, por entendimento do Magistrado,portanto eles entendem e pronto, regra de lei,nem que haja discrepancias entre penas iguais, como diz o povo como do dia para a noite ta tudo bem foi entendido,esta entendido.

Belmiro disse...

Para quando o subsídio de risco para os profissionais da Polícia????
E quando é que atribuem um suplemento de patrulha justo???
Sim, porque são sempre os Patrulheiros os primeiros a chegarem às ocorrências e os que morrem em serviço!!!!!!